ANOVIS ANOPHELIS
Este blog é a continuação natural do site www.franciscotrindade.com que foi criado em 11/2000. 15000 textos em 4 anos.Contacto: franciscojtrindade@clix.pt ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS ACTUALIZADO TODOS OS DIAS "Por trás de uma grande fortuna está um grande crime". Honoré de Balzac
Sexta-feira, Novembro 20, 2009
VAROPÉDIA
Assalto à Vara - assalto de fato e gravata
Che que à Vara - nome revolucionário de Armando Vara
Ovários - ninho de Varas
Vara de porcos - PS
Vara verde - corrupto inexperiente
Varação - encalhar a corrupção na PGR
Varamento - acto de bater em corruptos
Varanda - falcatrua em marcha
Varapau - a vara que julga o Vara
Varapau de corrida - carapau corrupto
Varar um barco - encher o barco de corruptos
Vardade - mentira
Varejeira - secretária do Vara
Vareta - desfalque à chuva
Variações - diversidade de golpadas
Variante - novo esquema corruptor
Variável - oscilação do preço da cunha
Varicela - Vara na cela
Varicose - licenciatura à Vara
Variedades - diferentes modelos de corrupção
Varina - mãe do Vara
Varinha mágica - uma cunha (pequenina) do Vara
Varíola - um Vara mariola
Varómetro - medidor de corrupção
Varonil - um Vara de Abril
Che que à Vara - nome revolucionário de Armando Vara
Ovários - ninho de Varas
Vara de porcos - PS
Vara verde - corrupto inexperiente
Varação - encalhar a corrupção na PGR
Varamento - acto de bater em corruptos
Varanda - falcatrua em marcha
Varapau - a vara que julga o Vara
Varapau de corrida - carapau corrupto
Varar um barco - encher o barco de corruptos
Vardade - mentira
Varejeira - secretária do Vara
Vareta - desfalque à chuva
Variações - diversidade de golpadas
Variante - novo esquema corruptor
Variável - oscilação do preço da cunha
Varicela - Vara na cela
Varicose - licenciatura à Vara
Variedades - diferentes modelos de corrupção
Varina - mãe do Vara
Varinha mágica - uma cunha (pequenina) do Vara
Varíola - um Vara mariola
Varómetro - medidor de corrupção
Varonil - um Vara de Abril
Cara a cara com um predador feroz
aul Nicklen descreve a sua mais espectacular experiência como fotógrafo da National Geographic. Paul deparou-se frente a frente com um dos mais cruéis predadores do Ártico, mas o resultado não podia ser mais inesperado. A foca-leopardo maior que ele já tinha encontrado decide caçar para o alimentar, ao invés de o atacar. Uma história surpreendente contada na primeira pessoa.
Projecções em edifícios
Mais um belo exemplo de como a arte aliada à tecnologia consegue obter momentos mágicos.
Orçamento e credibilidade
16 de Dezembro: Ministro das Finanças recusa fazer Orçamento Rectificativo
15 de Abril: Teixeira dos Santos afasta cenário de um orçamento rectificativo
04 de Maio: Teixeira dos Santos diz que “orçamento rectificativo não é oportuno”
15 de Maio: Não vejo necessidade de Orçamento Rectificativo”, disse Teixeira dos Santos durante a conferência de imprensa onde anunciou as novas previsões do Governo
01 de Julho: Teixeira dos Santos continua a rejeitar necessidade de orçamento Rectificativo
21 de Julho: Sobre um eventual Orçamento rectificativo, o governante rejeitou a ideia, considerando que “os números hoje divulgados [pela Direcção-geral do Orçamento] consolidam a percepção que o Governo tinha inicialmente e dão sinais claros de controlo da despesa”.
20 de Agosto: Governo afasta orçamento rectificativo
10 de Novembro: Ministro diz que ainda é cedo para saber se haverá Orçamento Rectificativo
19 de Novembro: Governo apresenta orçamento rectificativo
Depois ainda há quem se admire por haver quem duvide da seriedade dos políticos.
Quinta-feira, Novembro 19, 2009
O NEGRO E O VERMELHO
A JUSTIÇA NA HUMANIDADE: DEFINIÇÃO
Segundo as manifestações da consciência universal e da ciência... esta Justiça deve ser em nós qualquer coisa de perdurável e de real-indicando uma relação de conexidade e de solidariedade... pelo menos dois termos, duas pessoas unidas pelo respeito comum da sua natureza, diferentes e rivais para todo o resto...
O homem, em virtude da razão de que é dotado, tem a faculdade de sentir a sua dignidade na pessoa do seu semelhante como na sua própria pessoa, de se afirmar ao mesmo tempo como indivíduo e como espécie.
A Justiça é o produto desta faculdade: é o respeito, espontaneamente sentido e reciprocamente garantido, da dignidade humana, em qualquer pessoa e em qualquer circunstância em que ela se encontre comprometida, e em qualquer risco a que nos expõe a sua defesa...
Estar pronto, em qualquer circunstância, a tomar com energia - em caso de necessidade, contra si próprio - a defesa dessa dignidade, eis a Justiça.
Isso equivale a dizer que, pela Justiça, cada um de nós se sente ao mesmo tempo como pessoa e colectividade, indivíduo e família, cidadão e povo, homem e humanidade...
Da definição de Justiça deduz-se a do direito e do dever. Sentir e afirmar a dignidade humana, primeiro em tudo o que se relaciona com nós próprios, depois na pessoa do próximo, e isto sem reconhecimento de egoísmo como sem qualquer consideração de divindade ou comunidade: eis o Direito.
O direito é, para cada um, a faculdade de exigir dos outros o respeito da dignidade humana na sua pessoa: o dever, a obrigação para cada um de respeitar esta dignidade noutrem.
No fundo, direito e dever são termos idênticos, to que são sempre a expressão do respeito, exigível ou devido: exigível, porque ele é devido; devido, porque ele é exigível; só diferem, no sujeito: eu tu, em quem a dignidade está comprometida. (Justice, Les Personnes.)
Sociedade, Justiça, Igualdade são três termos equivalentes, três expressões que se traduzem. (l.er mémoire, cap. V.)
A Justiça é a fórmula da sociedade. (Capac. Pol., liv. II, cap. V.)
A Justiça é, pois, uma faculdade da alma, a primeira de todas, a que constitui o ser social. Mas ela é mais do que uma faculdade: ela é uma ideia, implica uma relação, uma equação. Como faculdade, é susceptível de desenvolvimento: é este desenvolvimento que constitui a educação da humanidade. Como equação, não apresenta nada de antinómieo... e como toda a lei... ela é altamente inteligível. É através dela que os factos da vida social, indeterminados pela sua natureza e contraditórios, se tornam susceptíveis de definição e de ordem. (Justice, Les Personnes.)
FUNGÁGÁ DA BICHARADA
Vara mantém salário de 30 mil euros no BCP
O vice-presidente do Banco Comercial Português (BCP), Armando Vara, que é hoje ouvido pelo juiz de instrução criminal de Aveiro como arguido no processo Face Oculta, vai continuar a receber um salário de cerca de 30 mil euros brutos até ao apuramento dos factos, apesar de ter suspenso as funções.
A ABERRAÇÃO DO YUPPIE ANTÓNIO MEXIA
A economia nos Estados Unidos está em ruínas, enquanto a portuguesa cambaleia. Pois é neste momento que o presidente da Electricidade de Portugal (EDP), António Mexia, anuncia que vai investir 4000 milhões de dólares (2800 milhões de euros) naquele país. Numa conferência de imprensa em Washington o sr. Mexia anunciou que o investimento da EDP Renováveis em parques de centrais eólicas nos EUA vai criar cerca de 5000 empregos (para os estado-unidenses). Sem comentários.
A notícia está em Jornal de Negócios.
A notícia está em Jornal de Negócios.
Quarta-feira, Novembro 18, 2009
O NEGRO E O VERMELHO
A JUSTIÇA, FORÇA IDEO-REALISTA DO UNIVERSO
A sua mais evidente característica é exprimir uma relação... A Justiça é produto, não simplesmente duma impressão do não-eu sobre o eu... uma troca entre dois eus... A Justiça é bilateral. Mas não basta que a Justiça seja a relação entre duas vontades: ela não cumpriria a sua missão se só fosse isso... É preciso que a Justiça... para se tornar eficaz, seja mais que uma ideia; é preciso que ela seja, ao mesmo tempo, uma realidade... (Justice, Position du probl. de la Just.) É preciso que ela seja realidade e idealidade; que, além disso, conserve, com a força de síntese que acabámos de lhe reconhecer, um carácter de primordialidade suficiente, para servir ao mesmo tempo, uma realidade... (Justice, Position du princípio a todo o conhecimento. Ora, a Justiça reúne ainda estas vantagens: ela é o ponto de transição entre o sensível e o inteligível, o real e o ideal - as noções da metaflsica e as percepções da experiência.
Esta Justiça, de que consideramos sobretudo, as nossas relações com os nossos semelhantes, o comando, não se impõe à compreensão e à imaginação com menos autoridade do que à consciência; a sua fórmula rege o mundo inteiro. (Justice, Philos. Pop.)
O que é a Justiça... senão o equilíbrio entre forças? A Justiça não é uma simples relação, um concepção abstracta, uma ficção do entendimento ou um acto de fé da consciência: ela é uma coisa real, tanto mais obrigatória quanto assenta sobre realidades, sobre forças livres. (Théorie de la Propr.,. cap. VI.)
A Justiça toma nomes diferentes, conforme as faculdades a que se dirige. Em ordem à consciência, a mais elevada de todas, a Justiça propiramente dita, é a regra dos nossos direitos e dos nossos deveres; em ordem à inteligência, lógica, matemática, etc., ela é igualdade ou equação; na esfera da imaginação, ela tem por nome ideal; na natureza, é o equilíbrio. Em cada uma destas categorias de ideias ou de factos, a Justiça impõe-se sob um nome próprio e como condição sine qua non; ao homem isolado, ser complexo, cujo espírito abarca, na sua unidade, os actos da liberdade e as opearções da inteligência, as coisas da natureza e as criações do ideal, ela impõe-se, sinteticamente, sempre com a mesma autoridade; e é por isso que o indivíduo que, nas suas relações com os semelhantes, falhando nas leis da natureza ou do espírito, falha na Justiça.
O homem raciocina, e a sua lógica não é senão um desenvolvimento da sua gramática, da qual aquela aproveita os termos copulativos: todavia, como a lógica se ocupa menos com a forma do que com o fundo, aproxima-se mais da Justiça, de que é, se permitem esta expressão, o secretário. Aqui aparece ainda o dualismo da Justiça. Quando Kant, depois de ter feito a enumeração das suas categorias, as distribui em seguida em quatro grupos, formados cada um duma tese e duma antítese, equilibradas por uma síntese; quando Hegel, seguindo aquele exemplo, constrói toda a filosofia sobre um sistema de antinomias: que fizeram, um e outro - mesmo enganando-se quanto ao papel e ao valor da síntese - senão revelar-nos esta grande lei, que domina toda a sua crítica... a Justiça, noção pura, e também jacto da experiência.
Alguém disse - Platão, se não me engano que o belo é o esplendor do verdadeiro.
Precisão na forma e na expressão, Justiça na vida social: a lei é sempre a mesma... Está ai o segredo do misterioso nó que une num conjunto a arte e a moral.
Falaremos da política e das suas reflexões? da economia política, da divisão sem fim das funções. do equilíbrio dos valores, da relação entre a oferta e a procura, do comércio e do seu equilíbrio?
Do mesmo modo que a noção de precisão - isto é, de Justiça - aplicada à forma das coisas, é transição entre o real e o ideal, também a noção económica de valor, ao mesmo tempo objectiva e subjectiva, é essencialmente de Justiça: transição entre o mundo da natureza e o mundo da sociedade.
Diremos, enfim, que a guerra, o antagonismo a todo o transe, não é senão uma investigação, pela juta das forças, da Justiça? (Justice, Philos. Popul.) O antagonismo, lei universal da natureza e da humanidade, o corolário da lei de Justiça, ou de equilíbrio.
Mas... o trabalho oferece ao antagonismo um campo de operação, doutro modo vasto e fecundo, tal como a guerra. (Guerra et Paix, cap. V, liv. V.) É sempre a luta... ou concorrência entre as forças, não a luta sangrenta... (Guerre et Paix, concl. gerais.)
Acção inteligente do homem sobre a matéria... o trabalho considerado sinteticamente nas leis da produção e da organização dá origem à Justiça... (Création de l'O., cap. IV.)
Esta justiça ideal é, ela própria, o produto da determinação cada vez mais exacta das relações sociais observadas quanto à objectividade económica, (Justice, 9.º estudo.)
Compreendeu-me perfeitamente, quando diss que a minha teoria sobre a Justiça era uma teoria realista... que, nisso, afastava-me sobretudo dos juristas, para quem a justiça não é senão um ideal, para não dizer uma abstracção. (Lettre à Langlois, 12 de Abril de 1862.)
A justiça, em si, é o equilíbrio entre as antinomias, isto é, a redução ao equilíbrio das forças em luta; numa palavra: a equação das suas respectivas pretensões. (Lettre à Langlois, 30 de Dez. de 1861.)
Em duas palavras, uma força de justiça, e não simplesmente uma noção de justiça.
Mas, para que serve insistir... É pela sua consciência, muito mais que pela sua compreensão, que o homem abarca... o Universo e a Humanidade; é esta consciência, para dizer tudo, que produz nele a razão, em que o próprio nome, conforme a etimologia, não significa outra coisa senão justificação do facto... a Justiça.
A Justiça é, ao mesmo tempo, para o ser racional, princípio e forma do pensamento, garantia do juízo, regra de conduta, fim do saber e fim da existência. Ela é sentimento e noção, manifestação e lei, ideia e facto. Do mesmo modo que, na natureza, tudo concorre... para o equilíbrio, também, na sociedade... todas as relações dos homens entre si são erradas pela Justiça; todas as leis da natureza derivam daquela, pela qual os seres, e os elementos que os compõem, estão ou tendem a ficar em equillbrio; todas as fórmulas da razão se reduzem à equação ou a séries de equações. A lógica, arte de raciocinar com precisão, pode definir-se, como a Química depois de Lavoisier, a arte de manter o equilíbrio... Com este indício, não se reconhece a existência duma filosofia..., filosofia ao mesmo tempo da razão e da natureza?
Ora, o povo possui, no seu intimo, a Justiça.
O povo, no que toca a Justiça, não é, falando com propriedade, um discípulo; muito menos ainda um neófito. A ideia está nele: a única iniciação que exige, como outrora a plebe romana, é a das fórmulas. Que ele tenha fé em si próprio, é tudo o que lhe pedimos; depois, que tome conhecimento dos factos e das leis: a nossa função não vai além disso. Somos os monitores do povo, não os seus iniciadores.
O filósofo deve ser, antes de tudo... um demonstrador prático.



















